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Conversamos com Júlia Aguiar, a primeira referee mulher do estado.

  • 8 de set. de 2017
  • 4 min de leitura

Foto: Reprodução

A partida do último domingo entre Bento Gonçalves Snakes e São Leopoldo Mustangs, válido pela Liga Nacional, foi muito especial. Não só para a torcida, tampouco para os times, mas para uma figura fundamental para um jogo de futebol americano. Ela marcou a estreia de Júlia Aguiar como referee. Pela primeira vez no estado, um jogo possuiu uma mulher como árbitra principal.

A estreante na função contou com o apoio de seus colegas árbitros e de jogadores. "Ela foi bem" - comenta Kleber Colla, dos Snakes. "Ela foi muito bem, só estava um pouco nervosa. Por isso escolhi essa partida, a responsabilidade era menor e os times eram tranquilos" - destaca Vinícius Behs, Coordenador da arbitragem no Estado.

Conversamos com Júlia Aguiar, que contou um pouco sobre essa experiência um tanto quanto diferente em sua carreira como árbitra, confira:

Obertime - Quando e como conheceu o Futebol Americano?

Júlia Aguiar - Conheci o FA através de amigos que jogavam. Sou de Santa Cruz do Sul, e na cidade temos o Chacais. Acompanhei com eles a temporada de 2013 e a partir dali, me apaixonei pelo esporte.

Obertime - Em que momento decidiu ser árbitra?

Foto: Reprodução

Júlia Aguiar - Em Novembro de 2014, quando houve um curso de arbitragem em Santa Cruz. Foi quando eu decidi que gostaria de me envolver mais no esporte.

Obertime - Como foi o processo para virar árbitra de Futebol Americano?

Júlia Aguiar - Após o curso aqui em Santa Cruz, participei em um curso em Criciúma e outro em Caxias há pouco tempo. Os novos árbitros, na época, começaram apitando jogos amistosos, para poder pegar o ritmo.

Obertime - Como foi a aceitação dos times, jogadores e torcedores, por tu seres mulher e árbitra?

Júlia Aguiar - Me apresentei para os coachs nos primeiros jogos. Não conhecia os jogadores e é de se entender que, no calor do jogo, todos podem discutir. Mas a arbitragem tenta manter uma relação de discussão construtiva e educacional, então foi a linha que eu segui. Me deparei várias vezes com pessoas que me questionavam com o intuito de me testar, e procurei nunca pensar que isso pudesse estar relacionado ao meu sexo. Eu tenho ciência da responsabilidade de todos árbitros em uma partida, de que todos podemos errar, mas que ao mesmo tempo estamos todos evoluindo como uma equipe. Uma das melhores partes do esporte é da relação que se criou com a arbitragem. O pensamento não é o mesmo do soccer. Raras foram as exceções onde o árbitro foi chamado de "ladrão" em campo. Com relação a torcida, a arbitragem é vista com um time, independente do meu sexo.

Obertime - Ser árbitra já te prejudicou na vida pessoal?

Júlia Aguiar - Eu não usaria a palavra prejudicar. Mesmo sendo um esporte amador no Brasil, eu tenho conhecimento do esforço e da importância que as partidas têm para os times. Então eu preciso manter uma relação mais "profissional" com eles.

Obertime - Tens desejo de praticar o futebol americano algum dia?

Júlia Aguiar - Com certeza. Ainda mais se alcançássemos o nível de termos um campeonato feminino no país, ou mesmo no estado. Esse nível de crescimento do esporte seria um grande salto.

Obertime - Conte-nos como foi o primeiro jogo sendo referee:

Júlia Aguiar - Conhecer os times e os coachs me ajudou muito, pois pude pedir paciência pelo meu nervosismo e eventuais erros. A comunicação com a torcida foi uma das partes mais complicadas para mim, pois é o referee que mantém os espectadores e as sidelines cientes do que está acontecendo no jogo e a clareza destas informações exige excelência. O envolvimento com o restante da equipe de arbitragem também muda, todos são essenciais para o desenrolar da partida. Por sorte, apesar de algumas falhas minhas, tudo transcorreu bem.

Obertime - Como teus colegas árbitros te ajudaram na missão de ser referee pela primeira vez?

Júlia Aguiar - Como o trabalho do referee assiste o andamento de toda partida, ele requer que toda equipe da arbitragem esteja compenetrada o tempo todo. Todos passam informações para o referee, e elas devem ser processadas. A equipe se esforçou em dobro nesse auxílio.

Foto: Reprodução

Obertime - Ser referee traz muitas responsabilidades?

Júlia Aguiar - Com certeza, o referee acaba por centralizar o trabalho da arbitragem, por consequência, o time recorre com mais frequência a ele.

Obertime - Já passou por algum problema dentro do esporte por ser mulher?

Júlia Aguiar - Dentro de campo acredito que não. Eu assumo que minhas responsabilidades estão no nível de qualquer outro árbitro, e os times me exigem a mesma coisa. Já houveram algumas reações por parte da torcida quanto a eu estar arrumando a camisa de um jogador, mas nada que me fizesse levar o assunto para o lado pessoal.

Obertime - Como você vê o crescimento da representação feminina no FA?

Júlia Aguiar - De uma forma muito favorável. Nos últimos tempos podemos ver o crescimento dos times de flag feminino vinculados aos times fullpads masculinos. Temos três arbitras atuando no Rio Grande do Sul e todas são muito bem recebidas. No final, a prioridade é do crescimento do esporte

Obertime - Tem alguma mensagem de apoio ou incentivo às mulheres que querem entrar pro mundo do FA?

Júlia Aguiar - Serão todas muito bem vindas!

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